domingo, 11 de setembro de 2011

1109

E eis que o mundo chega ao 10º aniversário do maior ataque terrorista da história. O 11 de Setembro marcou a memória de todos. Não existe um único mortal pisando sob a Terra que não se lembre onde estava, com quem estava, o que fazia em 11 de Setembro de 2001. Eu tinha 10 anos e só fui entendendo o que acontecera e a gravidade de tudo isso ao longo do dia e dos anos. Há quem acredite que não houve atentado, que era tudo previsto, que era tudo combinado, que o presidente sabia o que aconteceria. São inúmeras as teorias pro 11 de Setembro. Muçulmanos, cristãos, evangélicos, judeus, ateus... Todos têm suas crenças, todos concordam e discordam em certos pontos. Quem é Deus? Quem é o filho de Deus? Porque o culto à Satanás? E o Illuminati? E os orixás? E todos os santos? Guerrear por opiniões divergentes, querer impôr sua crença e seus costumes. Infelizmente, sempre queremos que o próximo pense como nós, que nos dê razão. Então, vou falar o que eu realmente acho.

Eu acho que o homem procura algo em que se apoiar pra poder seguir a vida. Imagens de santos que inspiram paz, fé, tranquilidade. Orações aos berros, batuques em tambores, danças, silêncios. E o que você faz quando sai da igreja, da mesquita, da terreira? Você pratica o bem? Você age conforme a lei? Você ajuda o próximo? Você tem humildade de pedir desculpas quando percebe ser necessário? Você perdoa? Você sabe amar? Você sabe deixar com que os outros gostem de você? São inúmeros os questionamentos em torno da fé, mas e em torno de você... já parou pra se questionar? É fácil apontar o dedo pro erro do amigo. Falar mal das atitudes de conhecidos. Mas é raro ver alguém apoiando o sonho de outra pessoa. É mais raro ainda ver alguém elogiando onde caberia uma crítica. O que temos é sempre melhor e mais bonito, não? Se o do outro parece ser melhor, queremos trocar o que temos, custe o que custar. Não importa se o outro sofreu mais, se trabalhou mais,esforçou-se mais, pensamos sempre ser merecedores do que há de melhor.

Olha, de nada adianta procurar mensagens subliminares em gestos de pessoas públicas, em falas cifradas, em marcas famosas, etc, etc e etc. Uns cultuam Deus mesmo sem saber de fato se Ele existiu. Outros O criticam, mesmo sem saber de fato o que Ele fez se existiu. Outros ainda acreditam que há uma "Nova Ordem Mundial" que simulará Extraterrestes no nosso planeta à fim de distrair a atenção dos povos para armarem ataques ou sei lá o quê. Bom, pode ser que sim, pode ser que não. E vou arrancar os cabelos da cabeça pra quê, se não há nada que eu possa fazer agora? Pode parecer uma opinião um tanto quanto acomodada, cetica. Mas é a verdade. Pelo menos, é a minha verdade.

O que eu realmente queria era que pastores não enganassem os fiéis, que realmente acreditam no que eles dizem. Que falassem a verdade, que não usassem o dízimo para alugar casa na praia. Queria que os padres não fossem hipócritas ao condenar o uso da camisinha. Queria que o Papa não tivesse um banheiro de ouro enquanto metade do mundo passa fome. Queria que quem toca o tambor numa terreira não matasse nenhum animal que não tem como se defender à fim de fazer algo pra prejudicar a vida de alguém ou para alavancar a sua própria. Queria que o homem acreditasse menos em símbolos do mal, "666", "Illuminati", macumbas, trabalhos, simpatias, orações, missas, cultos, evangelho ou sei lá o quê e colocasse mais fé em si mesmo, no seu próprio trabalho como meio de atingir seus objetivos. É claro que precisamos nos apoiar em algo, acreditar em algo, e porque não em nós mesmos? E se for em Deus, porque esse fanatismo todo? Se Ele realmente existe, esteja certo de que Ele não vai te punir mais ou te punir menos de acordo com a frequência que você vai à igreja. Deus pode ser o seu interior. Deus não vai ajudar quem engana, humilha ou é cruel com os outros. Deus não quer ditar as regras e o diabo também não. Deus te deu cérebro para pensar e um corpo para trabalhar. Menos igreja e mais reuniões de família. Menos dízimo e mais oportunidade de emprego. Menos demagogia e mais oportunidade de estudo. É tudo muito simples: faça o bem pra ter isso de retorno. Não precisa de tanta dúvida, de tanta resposta, de tanta culpa. Pra estar em paz com si mesmo é só fazer o certo, seguir seus princípios, ser justo. Sem 11/09, sem Osama, Bush e Obama, sem tristeza e sem exageros.

segunda-feira, 21 de março de 2011

A doença mais triste

Definitivamente, "fim" é a palavra que mais dói. Não em todas as situações, mas, em todas em que somos felizes. Acontece, que o fim é inevitável. Sempre acaba. Os sorrisos acabam e começam as lágrimas, que um dia acabarão também. Um amor que se vai. Fins são quase uma tragédia. Finais têm aspecto acinzentado e geralmente fazem mal à saúde. Terminos não precisam de razão concreta, simplesmente acontecem.

Existem finais que doem mais que a própria morte. E outros, que nos deixam mais leves do que um pássaro. Final de amor é tranquilo. Final de relacionamento, nem sempre. Relacionamentos - seja amizade, namoro, coleguismo - chegam ao fim por motivos diversos. Alguns machucam por dentro, como se uma furadeira estivesse no seu peito, ligada na 220V. Outros são como algemas sendo tiradas dos seus pulsos na porta de uma prisão. Namoros que acabam por que o amor chegou ao fim são ótimos, pois duas vidas monótonas se tornam duas vidas intensas - e ser intenso não tem preço. Já namoros que acabam por falta de compatibilidade, ah! Esses sim, são sinonimos de tortura.

Falta de compatibilidade é a doença mais triste da qual eu já ouvi falar. Esmaga o coração querer estar perto de quem se ama e não poder porque falta compatibilidade. A dor vem justamente por vocês saberem que existe amor... e de sobra! Mas amor, ao contrário do que mostram os filmes, livros e músicas, não muda ninguém. Ele vai continuar sendo um irritante. Você continuará sendo uma chata. Por mais que ele te ame, existe algo dentro dele que se chama personalidade. Você, por sua vez, também tem uma dessas e é diferente da dele em gênero, número e grau.

Afinal, como é possível duas pessoas com objetivos e gênios tão diferentes serem donos de todo o amor que o outro tem pra dar? Como pode que você gsote daquele troglodita? E como será que ele se apaixonou por uma garota tão boba? Porque não existe um entendimento onde existe tanta química na hora dos beijos e abraços? Não sei. Acho que ninguém sabe. Mas mesmo que tudo que é importante pra você não seja pra ele, e vice-versa, sabemos que nada disso muda o amor. E é assim que se chega ao final. Consciente que não foi, em momento algum, por falta de esforço ou de sentimento, mas sim, de compatibilidade de gênios. É ou não é a doença mais triste da qual você já ouviu falar?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sobre perdas e ganhos

O tempo passa, é inevitável. E não temos que ter medo do tempo. São estações mudando, compromissos mudando, responsabilidades mudando... e nos adaptamos. O mundo, aos poucos, vai exigindo mais e mais de nós. Enquanto o tempo passa, nós ganhamos e perdemos coisas. Algumas deixamos pelo caminho, algumas simplesmente são esquecidas no fundo do alma. E outras, a vida nos tira da maneira mais dolorosa, triste e brutal. Cabe à nós, como meros mortais, apenas aprender a lidar com as perdas e a apreciar os ganhos. Do contrário, viver se tornaria insuportável. Não há como aprender a não sofrer. Não vejo maneira de fazer com que as perdas não doam. Mas nem tudo que se perde, se perde pra sempre. Assim como nossos ganhos, com o passar do tempo e a correria do cotidiano, podem se tornar perdas. É o risco de viver, e estamos aqui pra isso. Perdendo e ganhando todos os dias.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Notas de Rodapé

É um desperdício não te ter aqui. É um desperdício não encostar meus pés nos seus pra dormir. É tudo gelado longe de você e eu não entendo como pode ser assim. Quando você me abraça a chama é tanta, que o calor deveria ser mantido, até o próximo abraço. Não preciso me esconder, não preciso me exibir. Não preciso porque você me conhece. Me conhece direitinho, me conhece como ninguém e sabe de mim pelos olhos ou jeito de sorrir. Você sabe o nome dos meus perfumes, você é o sonho de qualquer mulher que ás vezes é pequena e ás vezes é fatal. Você, sempre você, há tanto tempo... aliás, quanto tempo faz? Uma carona, umas bobagens ditas da boca pra fora na intenção mais sem intenção de todo o mundo. Uma festa, um estacionamento e um amor fantástico. Te escrevo notas de rodapé, frases soltas e bonitas, trechinhos de músicas ou de poesias. Qualquer coisa pra te encantar. Tudo pra continuar achando as estrelas cadentes todas as noites. Tudo pra continuar aprendendo como tudo é melhor quando a gente não luta, não foge, não sai correndo porque sentiu o coração na boca com um sorriso do desconhecido. Apenas vive o momento, e multiplica-os.

Te escrevo minhas notas de rodapé com reticências. Não ouso brincar de ponto final com você. Se tem uma palavra que não combina com nossos beijos, essa palavra é final. Te deixo nas reticências, pra que você continue. Não precisa escrever, não. Só lê e sorri, como você sempre faz. É essa a continuação que eu preciso. São os melhores poemas. É o sábado anoitecendo, aquela sensação de hora H. São as certezas incontestáveis que você me dá a cada notinha de rodapé, a cada bilhetinho no caderno ou em folhinhas coloridas. São os laços invisíveis que existem, é tudo que nos prende e só nós dois percebemos. E eu insisto que é um desperdício, uma noite inteirinha longe de você. Logo de você, que faz minha alma se alegrar inteira.

É a chuva molhando a grama seca, é o sol se indo, é o pé que chuta a água do mar. Coisinhas pequenas e tão, tão bonitas. Os detalhes que fazem a diferença. E lá embaixo, as notas de rodapé. As incontáveis palavras de ternura. Lembro agora mesmo das minhas unhas bem pintadas na sua pele clarinha, brincando de contraste. Nossas imperfeições sendo expostas bem devagar. Leve como o sopro do vento de verão. Não temos nenhum contrato assinado, não nos prometemos nada de impossível, sabemos que o futuro é incerto e que o mundo gira por isso mesmo. Mas sabemos das nossas vontades, dos nossos desejos, do compasso dos nossos corações, que sabe-se lá porque, mas combinam demais. Fique com as minhas reticências. Termine minhas notas de rodapé com seus sorrisos. Só nunca me peça pra colocar em linhas tão minúsculas, algo tão grande. Seria desesperador não saber como escrever pra você, que sempre sorri no final. No final da página, nas notas de rodapé.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

The Simple Truth

Eu acordo com tudo pronto, com o dia arquitetado, com um milhão de coisas pra fazer. Aliás, eu sou um amontoado de coisas, coisas que faço todo o dia, que faço no piloto automático, que faço sem nem pensar. E dentre todas as milhões de coisas que eu faço, a que consegue ser ao mesmo tempo a mais automática e também a mais significativa, é pensar em você. Pensar em você já é um vício, já é parte de mim, eu vivo pensando em você e não é pouca coisa, não. Bem, se é pra falar a verdade, assim, simplesmente, vou contar que você tem meus pensamentos até enquanto sonho.

Pensar em você é tarefa árdua, ocupa meu dia, me deixa desvairada, me deixa até amedrontada. Mas é a única coisa que eu nunca tenho preguiça de fazer, é só o que eu não quero deixar pra amanhã. Penso no que será que você está fazendo nesse momento, penso em porque eu me sinto tão sua. Penso em como você classificaria sua vida ao meu lado, penso o que você vai querer fazer hoje. Penso em inúmeras coisas e nunca, jamais deixo de pensar em você. A verdade, nua e crua, é que penso demais em você. Penso em você silenciosamente, enquanto vejo um filme, enquanto tomo banho, enquanto não faço nada demais e enquanto faço coisas importantes.

Penso em você mesmo quando estou ao seu lado. Penso nos seus movimentos, comigo, se são mecânicos ou não. Penso em como tem cor nos seus olhos. Penso se teremos filhos ou se vamos nos deixar amanhã. No fim, não importa. Eu nunca vou deixar de pensar em você mesmo. A vida é dividida por etapas... bem, eu creio que você saiba disso. E hoje, olhando pra trás, posso falar no tom mais alto da minha voz que você é a etapa mais importante até agora. São as verdades da vida que a gente só descobre assim, quando para um pouquinho e percebe aonde está, porque está e com quem está. Você é a etapa do amor de verdade, a minha etapa preferida, a etapa onde eu mais sorri tranquilamente, sem ter que me preocupar com que horas são ou aonde estou indo, porque eu tenho você. E com você, bem, esqueça, acho que não existem palavras que possam explicar ou transcrever. Eu sinto, você sente, eu te tenho, eu sou sua e está de ótimo tamanho assim.

Eu penso tanto em você, que eu poderia viver a sua vida. Mas eu prefiro que as coisas sejam assim... você vivendo a sua vida e eu, vivendo a minha. Como sempre foi, desde que nascemos. Você tem seus amigos, eu tenho as minhas amigas. Você tem o seu passado e eu tenho o meu. Entralaçar nossas vidas como temos feito há um certo tempo tem me dado vontade de viver mais. E sempre, sabe-se lá porque, do seu lado. Talvez seja porque deitar do seu lado e escutar você falar dos seus amigos, do seu passado e poder falar do meu, é uma das sensações mais únicas que se pode ter. Despir você, saber como foram feitas suas cicatrizes me faz entender porquê dentre tantas e tantas pessoas, eu escolhi você pra chamar de amor. E tive a sorte de ver num sorriso de verão, que você me escolheu também. E deve pensar em mim. Enfim, eu vou tentar por dias e noites, sem parar e nunca vou conseguir entender, muito menos explicar, porque penso tanto em você. Mas a verdade, nua e crua, é que eu penso demais em você.

domingo, 28 de novembro de 2010

A mão que aperta o peito

É como se tivesse uma mão, dessas bem fortes, apertando meu peito, segurando com força, deixando tudo virar farelo dentro de mim. Sinto-me fraca. Quando ele me olha, me beija, me pede, me enfraquece até os ossos. Transforma tudo em nada e nada em tudo. Porque tanta complicação? Porque tantas coisas erradas? Porque tanta mágoa? Passar por cima de tudo que se acredita, passar por cima de tudo que dói, tentar apagar o que se viu um dia, arrancar as cenas da memória. E vem as palavras que doem, é a mão que aperta o peito de novo, cada vez mais forte.
Segurar o choro, encher o pulmão de ar, colocar roupas e sapatos dentro da primeira sacola e ir embora sem olhar pra trás, como se não doesse. Caminhar pela rua como se estivesse tudo bem. Se essas pessoas olhassem o que tem dentro de mim nesse momento, chorariam comigo, doeriam comigo, quem sabe até teriam pena de mim. É tristeza de dilacerar o coração. Tudo que poderia ser evitado, se não fosse essa minha mania de seguir meus princípios, de ter meus valores, de querer tornar todo mundo, inclusive o príncipe encantado, uma pessoa melhor.
É o preço que tenho que pagar. É mais um sacrifício pra que tudo dê certo. E eu boto fé que não se vive nada à toa. Que todas aquelas noites de riso fácil e amor transbordando não foram em vão. Passar por cima de tudo que passamos, lutar constantemente contra as lembranças ruins, a tentativa de esquecer tudo aquilo que faz um mal danado... ah, não pode ser tudo jogado fora assim.
Minto se digo que não há mais amor. Amor é o que mais há. Mas eu descobri, da forma mais dolorida possível, que amor não é tudo. Além do amor, existe mais uma série de coisas que são importantissimas, essenciais, pra consolidar uma relação. Mas admito que ter amor já é meio caminho andado. Digamos que o amor é 6 meses de um ano. E meia vida de uma vida. É tudo junto. É a palavra que falta, é a dor. Amor é, vejam só, a mão que aperta o peito e deixa tudo em pedacinhos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Sonhar dói

Nem todo o sonho que a gente realiza sai exatamente como a gente sonhou. Nem todos os contos de fadas tem final feliz, é fato. Nem toda mulher nasceu pra ser princesa e homem pra principe encantado é raro. É tão mais fácil se iludir, fingir que vamos esquecer as mágoas, as dores, os erros. A promessa de que ficará tudo bem... como dói! Como dói quando percebemos que as mágoas não são fáceis de apagar, que remoemos tudo todo o tempo e isso domina a gente, faz mal pro coração, nos tira do sério. Dói tudo que perdemos, tudo que poderíamos ter feito e não fizemos, tudo que marcou antes do "era uma vez". Como dói quando percebemos que os erros não podem ser apagados, o tempo não volta pra trás, não temos outra chance, não podemos fazer as coisas diferentes, não podemos mudar nada. Como dói acordar.
Esquecer a história de que sonhar não custa nada. Custa sim. Custa um pedaço da alma, custa os olhos inchados, custa o coração saindo pela boca, ver tudo acontecer e não fazer nada, porque é a realidade, é assim que tem que ser e continuar sonhando não dá mais. E tudo vai se indo, lentamente, doendo até os ossos, matando o amor, ou o que se chama de amor, machucando. É o preço por ser tão otimista. É o preço por achar que tudo vai dar certo, que tudo vai ficar bem, que o passado é fácil de esquecer. É a hora em que a gente se dá conta que está tudo errado, que não é exatamente isso que queremos, não é desse jeito que vamos alcançar a felicidade. É a vida mostrando que é mais forte que o que sentimos. É o coração não conseguindo mais se levantar no fim do round. Nocaute. A razão ganhando, de novo. É a luz no fim do túnel que fica mais fraca a cada momento.
Toda aquela história de que juntos somos o que quisermos, de que o amor vence tudo, de que tudo vai ficar bem? Besteira. Uma grande besteira. Uma mágoa passada com uma mágoa recente pode acabar com qualquer coisa. E por mais que doa, que se tenha o coração pisoteado por búfalos, sabemos o que é certo a se fazer. Mas não sabemos daonde tirar forças, sem perceber que deixar pra lá só prorrogará uma situação insustentável. É acumulo de dor. Cada dia que vai passando só vai tornando as coisas mais difíceis.
E é assim que os sonhos acabam. Quando você acorda e cai no mundo real. Aquele mundinho imundo, sujo, feio, cheio de dor. Aquele mundinho de onde você fugiu, ou pelo menos tentou. E voltou quando viu que não teria como escapar, que não tem mais nenhuma carta na manga, que agora o que te resta é ser forte e seguir em frente, levar a semana na rotina, não parar pra pensar porque pensar faz doer, doer faz chorar e chorar enfraquece. Frieza é a palavra de ordem. Seguir a rotina, como um robô. E não deixar que o domingo solitário te derrube. Deite na cama, durma, mas não sonhe.
Sonhar dói.