sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dez anos
Você me conheceu assustada, púdica e deslumbrada com tudo. Mas você me deu tantos tapas na cara e me fez pirar tantas zilhões de vezes que eu fui me tornando tudo que sou. Mal sabe você que 90% das minhas madrugadas nesses 5 anos foram dedicadas à você. Você sequer merecia. Os outros 10% foram de bebidas e cigarros, posso dizer que dedicados à você também. E agora você quer tudo isso de volta. Pra fechar 10 anos. Todas as minhas madrugadas. Não e não. Dez anos é tempo demais, tortura demais, você demais. Eu lamento, lamento muito por não conseguir mais. E na verdade, eu nem quero tentar pra ver se consigo. Não quero mais pirar por você. Não quero mais recaídas pra voltar a tomar seus tapas na cara. E o fato de eu não querer me torna um objeto de desejo seu. Se eu soubesse que era assim que funcionava, teria deixado de te querer antes. Ou pelo menos, faria de conta. E foi essa minha obsessão que te levou pra longe. Mas você me fez crescer fazendo tudo entre a gente dar errado, fazendo tudo do seu jeito que consegue ser pior que o meu. Se tudo entre a gente tivesse sido do meu jeito, eu jamais seria essa pessoa sem pudor nenhum, bem menos deslumbrada e com tanta habilidade de esconder como tudo ainda me assusta.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Foi bonito, e só.
Foi bonito. É tudo que tenho pra te dizer, que foi muito bonito. Você, nós dois, a tevê, o quase amor em cima das cobertas, você entendendo meus medos, você me apertando no seu abraço pra que eu parasse de tremer o corpo inteiro com medo misturado com vergonha e dúvida. Foi bonito dormir com o queixo quase na sua barriga. Foi bonito meus olhos refletindo seu aparelho, e foi bonito seu aparelho sugando todo meu íntimo. Foi bonito ver você falando que não sabia explicar o que se passava conosco, porque parecíamos amantes, mas que não tinhamos compromissos com outras pessoas pra nos sentirmos assim. Foi bonito ver o teto sorrir vendo sua tatuagem das costas se mexendo com tanta freqüência. Você é mais bonito do que eu pensava, e por mais que nada disso nunca mais se repita, ver toda essa sua beleza e te colocar num pedacinho da minha história, foi muito bonito. E acabou.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Você atrai o que transmite
Eu sorrio pra vida e ela me sorri de volta, colocando pessoas que também sorriem pra vida diante do meu sorriso. Quem aprecia o sol, fica iluminado por ele. Quem deita pra ver estrelas, automaticamente brilha. Quem se joga no mar, sai de alma limpa. Quem sorri por bobagem, sempre tem algum motivo pra sorrir. Quem sabe amar, no sentido mais literal que isso pode ter, sempre terá amor, nem que seja o amor próprio.
Em compensação, quem não gosta de sol, se torna uma pessoa escura. Quem não sabe apreciar um céu noturno, não brilha. Quem não se dá ao luxo de sentir a água salgada na pele, não se purifica por dentro, continua carregando todo o peso do negativo que o cotidiano insiste em impôr. Quem acha que sorrir por bobagens é coisa de idiotas, não sabe a paz que um sorriso verdadeiro proporciona. Quem não sabe amar, está morto por dentro.
A vida é feita de escolhas, e o modo com que a gente leva ela já é a maior escolha de todas. Eu posso chupar o limão e sair distribuindo o meu azedume por aí, ou então posso fazer uma limonada (ou aquela caipirinha) e distribuir o doce que tem em mim. Você atrai o que transmite, é inevitável. Irradie coisas boas, seja mais leve mesmo que o coração e a cabeça estejam pesados, perceba a diferença que os detalhes fazem e saiba que nem tudo é motivo pra chorar ou se tornar menos feliz.
Seja mais azul, do céu. Mais rosa, da flor. Mais verde, da grama. Mais dourado, do sol. Mais claro, da paz. Mais brilhante, de tanto amor. Mostre o que há por dentro de você com a sua boca, sorrindo por aí. Lembre as pessoas de quem você gosta, o quanto você gosta delas. E não se surpreenda se elas passarem a te lembrar o quanto gostam de você também. Seja o reflexo das boas vibrações que só quem sabe ser feliz, pode sentir. Você atrai o que transmite, sempre.
Em compensação, quem não gosta de sol, se torna uma pessoa escura. Quem não sabe apreciar um céu noturno, não brilha. Quem não se dá ao luxo de sentir a água salgada na pele, não se purifica por dentro, continua carregando todo o peso do negativo que o cotidiano insiste em impôr. Quem acha que sorrir por bobagens é coisa de idiotas, não sabe a paz que um sorriso verdadeiro proporciona. Quem não sabe amar, está morto por dentro.
A vida é feita de escolhas, e o modo com que a gente leva ela já é a maior escolha de todas. Eu posso chupar o limão e sair distribuindo o meu azedume por aí, ou então posso fazer uma limonada (ou aquela caipirinha) e distribuir o doce que tem em mim. Você atrai o que transmite, é inevitável. Irradie coisas boas, seja mais leve mesmo que o coração e a cabeça estejam pesados, perceba a diferença que os detalhes fazem e saiba que nem tudo é motivo pra chorar ou se tornar menos feliz.
Seja mais azul, do céu. Mais rosa, da flor. Mais verde, da grama. Mais dourado, do sol. Mais claro, da paz. Mais brilhante, de tanto amor. Mostre o que há por dentro de você com a sua boca, sorrindo por aí. Lembre as pessoas de quem você gosta, o quanto você gosta delas. E não se surpreenda se elas passarem a te lembrar o quanto gostam de você também. Seja o reflexo das boas vibrações que só quem sabe ser feliz, pode sentir. Você atrai o que transmite, sempre.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Com você eu queria amor
Você tira pus do meu coração, me deixa sempre moribunda na cama, me dá quilômetros de olheiras e sempre volta com a maior cara de pau do mundo, dizendo que não temos compromisso e que é errado que eu leve tão à sério o que pode ser tão divertido. Pois vá se divertir com a puta que te pariu, porque pra isso, eu tenho minhas amigas, com você eu queria amor, mas já percebi toda sua incapacidade.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Vidinha
A gente apanha dessa merda de vida, urra de dor, grita, arde, dói. E sorri. Que nem criança quando ganha pirulito pra sair do castigo. É uma coisinha que deixe o coração leve e foi-se, estamos nós sorrindo. E eu querendo falar sobre estrelas e sobre essa chuva que não passa e como eu sinto falta de alguém que escute reggae comigo. Posso cantar? I wanna love yoooou, and treath you rightttttt ... e ninguém escuta. E ninguém escuta porquê ninguém vê. Ninguém me vê. Mas eu me enxergo. E enxergo alguém meio triste, meio boba alegre e não sabe muito bem o que faz aqui, mas continua aqui. E ganhei um pirulito hoje.
É dia de festa esse tal de sábado, com esse monte de garotas robôs que se vestem iguais, usam as mesmas sandálias, fazem o mesmo tipo de tatuagem, fazem chapinha e tonalizam as luzes do cabelo da mesma cor. E eu. Igual a elas não querendo ser igual à elas e elas querendo ser iguais à todo um resto que igual à mim, não sabe porque existem. Mas a gente existe. E vem o domingo que nos dá uma vontade louca de ser de alguém depois do meio dia. Alguém que faça o churrasco, que queira tomar sorvete ou ver o futebol. Passeie no sol. E que não tenha embebedado a alma um dia antes pra conseguir mostrar os dentes pra toda essa merda.
Mas eu não achei ninguém assim ainda. E vem a segunda-feira que a gente quer esquecer e voltar pra essa porcariazinha. E eu querendo falar sobre as estrelas, porque elas brilham e só aparecem na parte mais interessante da vida. E a terça-feira pesa, a quarta-feira enjoa e a quinta nos dá uma esperança de que tudo acabe logo. E chega a sexta-feira e alguns se jogam no sofá com vontade de nunca mais levantar dali e outros começam a embebedar a alma desde já. E tudo de novo. Um script sem fim. E gente sorrindo pra gente que nem conhece e gente beijando gente que nem conhece e gente transando com gente que nem conhece e gente querendo dar amor pra quem um dia há de conhecer. Eu to nessa última opção. A vida desse jeito não tem graça.
É dia de festa esse tal de sábado, com esse monte de garotas robôs que se vestem iguais, usam as mesmas sandálias, fazem o mesmo tipo de tatuagem, fazem chapinha e tonalizam as luzes do cabelo da mesma cor. E eu. Igual a elas não querendo ser igual à elas e elas querendo ser iguais à todo um resto que igual à mim, não sabe porque existem. Mas a gente existe. E vem o domingo que nos dá uma vontade louca de ser de alguém depois do meio dia. Alguém que faça o churrasco, que queira tomar sorvete ou ver o futebol. Passeie no sol. E que não tenha embebedado a alma um dia antes pra conseguir mostrar os dentes pra toda essa merda.
Mas eu não achei ninguém assim ainda. E vem a segunda-feira que a gente quer esquecer e voltar pra essa porcariazinha. E eu querendo falar sobre as estrelas, porque elas brilham e só aparecem na parte mais interessante da vida. E a terça-feira pesa, a quarta-feira enjoa e a quinta nos dá uma esperança de que tudo acabe logo. E chega a sexta-feira e alguns se jogam no sofá com vontade de nunca mais levantar dali e outros começam a embebedar a alma desde já. E tudo de novo. Um script sem fim. E gente sorrindo pra gente que nem conhece e gente beijando gente que nem conhece e gente transando com gente que nem conhece e gente querendo dar amor pra quem um dia há de conhecer. Eu to nessa última opção. A vida desse jeito não tem graça.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
VAMO!
"Vamo?" "Vamo!" E foi só o começo. E eu sempre quis que alguém começasse assim qualquer pseudo-relação comigo. E então vamos logo, vamos que eu tenho pressa de te sentir, embora você não saiba. Mas pra onde? Não faço idéia. Nem ele faz. Então qualquer lugar serve. Mas vamos, anda, me leva. E lá vamos nós pra qualquer lugar. Pra eu sentir ele, em qualquer lugar.
Ele é o cara mais charmoso de todos os caras. Não é o mais bonito, mas só em ser do jeito que é e ter o charme que tem, eu afirmo que não precisa de muito mais coisas não... e dá vontade de encurtar a estrada. Enquanto ele fala de como eu devo agir pra ficar menos insegura (substitua o insegura que ele usou por chata, mala, carente, grude), eu fico desejando o pé dele colado no meu. E ele falando e eu fingindo atenção máxima no assunto. Mas sabe o que eu queria te dizer mesmo? Que eu quero sentir esse aparelho da tua boca na minha orelha.
Eu to louca pra fazer charme pra ele. Mas não consigo. Esqueci que quem tem essa característica aqui é ele. Queria que ele sentisse vontade de colar o pé dele no meu, queria sentir os ilíacos dele, já que ele é tão magrinho e dá essa vontade de levar pra casa. Todas minhas tentativas vão por água abaixo. Não adianta, eu sempre perco pra esses tipinhos que não fazem esforço nenhum pra nos cativar, e cativam de um jeitinho sem igual.
Eu sorrio boba quando chega mensagem dele no celular. Como se eu não sorrisse boba só de pensar nele, no aparelho, nos ilíacos. Eu dedico pagode pra ele, enquanto ele merece Caetano. Ele nem se importa. Ele sorri, com aquele aparelho que despertou em mim de novo uma tara que eu tinha quando mais nova por garotos de aparelho. Eu analisando ele com meu pensamento de quem não tem mais nada pra fazer o dia todo e por isso pode passar o dia pensando nele.
Ele é feliz daquele jeito que dá vontade de ser feliz junto. Ele é a brincadeira mais séria que eu tenho. É a falta de cobrança que mais me faz dar satisfações. É a mesma escolha que meu pensamento faz todos os dias, mesmo com tantas opções. Ele vai dormir e manda mensagem. Eu me sinto numa felicidade extrema, porque na hora de dormir nosso pensamento vai até as pessoas que mais gostamos. Então eu respondo alguma coisa que não mostre tanto a minha vontade de gritar no telefone: "DORME NÃAÃÃO! VEM PRA CÁÁÁÁ! UM CARA TÃO CHARMOSO E MAGRINHO E QUERIDO E DE APARELHO E MIMOSO E IGUAL A VOCÊ NÃO PODE DORMIR LONGE DE MIM, NÃÃÃO!" Mas eu travo. Eu já falei do charme dele? Eu sei que sou repetitiva, mas realmente, a palavra charme no dicionário era pra ter o nome dele escrito do lado.
Eu queria agradecer ele pelos conselhos, pelos puxões de orelha, por ter aparecido na minha vida, e pelos mimos que ele me faz por telepatia (eu sei que faz). Agradecer pelas tantas coisas que ele deixa eu imaginar com ele, embora ele nem saiba. Mas como eu falo tudo isso? Dizendo 'obrigada' igual eu falo pro cara que me vende pão? Mas logo pra ele que é tão tudo isso, ele que é o próprio 'pão' como eu diria se tivesse nascido nos anos 60? Não posso. Por isso não falo nada. E espero. E vou pensando em todos os jeitos que meu corpo pode agradecer à ele. E quando ele chegar, vai entender bem o meu jeito de dizer 'obrigada, eu te adoro mesmo que por telepatia e com tanta distância, e adoro nossa sintonia, realmente, muito obrigada, garoto do charme irresistível'. Será o dia do 'VAMO!', com 400 pontos de exclamação.
Ele é o cara mais charmoso de todos os caras. Não é o mais bonito, mas só em ser do jeito que é e ter o charme que tem, eu afirmo que não precisa de muito mais coisas não... e dá vontade de encurtar a estrada. Enquanto ele fala de como eu devo agir pra ficar menos insegura (substitua o insegura que ele usou por chata, mala, carente, grude), eu fico desejando o pé dele colado no meu. E ele falando e eu fingindo atenção máxima no assunto. Mas sabe o que eu queria te dizer mesmo? Que eu quero sentir esse aparelho da tua boca na minha orelha.
Eu to louca pra fazer charme pra ele. Mas não consigo. Esqueci que quem tem essa característica aqui é ele. Queria que ele sentisse vontade de colar o pé dele no meu, queria sentir os ilíacos dele, já que ele é tão magrinho e dá essa vontade de levar pra casa. Todas minhas tentativas vão por água abaixo. Não adianta, eu sempre perco pra esses tipinhos que não fazem esforço nenhum pra nos cativar, e cativam de um jeitinho sem igual.
Eu sorrio boba quando chega mensagem dele no celular. Como se eu não sorrisse boba só de pensar nele, no aparelho, nos ilíacos. Eu dedico pagode pra ele, enquanto ele merece Caetano. Ele nem se importa. Ele sorri, com aquele aparelho que despertou em mim de novo uma tara que eu tinha quando mais nova por garotos de aparelho. Eu analisando ele com meu pensamento de quem não tem mais nada pra fazer o dia todo e por isso pode passar o dia pensando nele.
Ele é feliz daquele jeito que dá vontade de ser feliz junto. Ele é a brincadeira mais séria que eu tenho. É a falta de cobrança que mais me faz dar satisfações. É a mesma escolha que meu pensamento faz todos os dias, mesmo com tantas opções. Ele vai dormir e manda mensagem. Eu me sinto numa felicidade extrema, porque na hora de dormir nosso pensamento vai até as pessoas que mais gostamos. Então eu respondo alguma coisa que não mostre tanto a minha vontade de gritar no telefone: "DORME NÃAÃÃO! VEM PRA CÁÁÁÁ! UM CARA TÃO CHARMOSO E MAGRINHO E QUERIDO E DE APARELHO E MIMOSO E IGUAL A VOCÊ NÃO PODE DORMIR LONGE DE MIM, NÃÃÃO!" Mas eu travo. Eu já falei do charme dele? Eu sei que sou repetitiva, mas realmente, a palavra charme no dicionário era pra ter o nome dele escrito do lado.
Eu queria agradecer ele pelos conselhos, pelos puxões de orelha, por ter aparecido na minha vida, e pelos mimos que ele me faz por telepatia (eu sei que faz). Agradecer pelas tantas coisas que ele deixa eu imaginar com ele, embora ele nem saiba. Mas como eu falo tudo isso? Dizendo 'obrigada' igual eu falo pro cara que me vende pão? Mas logo pra ele que é tão tudo isso, ele que é o próprio 'pão' como eu diria se tivesse nascido nos anos 60? Não posso. Por isso não falo nada. E espero. E vou pensando em todos os jeitos que meu corpo pode agradecer à ele. E quando ele chegar, vai entender bem o meu jeito de dizer 'obrigada, eu te adoro mesmo que por telepatia e com tanta distância, e adoro nossa sintonia, realmente, muito obrigada, garoto do charme irresistível'. Será o dia do 'VAMO!', com 400 pontos de exclamação.
domingo, 18 de outubro de 2009
Não me ame tanto assim.
Ta começando a doer lá no escaninho da alma essa minha mania de te querer sempre aos pedaços, sempre no final da festa, sempre na noite perdida. Seus olhos tão vidrados em mim começam a perturbar meu sono e tudo que se fala é perdido no ar, em pequenas partículas, como se eu só ouvisse a voz do meu pensamento e te respondesse numa espécie de piloto automático. Não me pede o que eu não posso te dar, não faz com que tudo se perca. A gente vive coisas bonitas desse jeito pra eternizar, e não pra destruir. Deixa pra lá essa coisa toda de futuro, de mulher da sua vida, de casar e ter filhos. A gente planeja pra guardar e tantas vezes deixar os planos guardados é tão mais gostoso do que sair realizando sem sentir. A gente tem tanto mundo pra ver de perto, sentir o cheiro e o gosto ainda, que fica até chato pensar que amanhã tudo tem que se resolver antes que chegue ao fim. Não me ama tanto assim...
Porque o fim de uma coisa sempre é o começo de outra, que pode ser tão boa e tão intensa e tão profunda e tão livre. E eu peço pra vida que me leve pra longe de você, porque amar é tão bonito, mas amar demais é uma doença que faz com que eu me afaste na velocidade da luz. E mesmo assim você vem atrás. E chora e me marca e me beija e me abraça e faz ter tanto ódio de mim. Porque as pessoas tem essa mania de idolatria? Porque pra ser bom tem que ser um conto de fadas? Porque levar a vida em função de uma pessoa só, com tantas outras almas pra se conhecer e descobrir e tocar de todos os jeitos no mundo? Não chora não. Não me marca desse jeito triste e vazio. Não me beija com toda essa alma que se vicia em mim e depois me abraça com esse jeito de quem se despede, como se isso fosse o começo da morte. Não me faz ter esse ódio todo de mim por não saber como te curar de toda essa coisa toda que eu não sei o que é. Não me ama tanto assim...
Não tem realismo, só conto de fadas, daqueles que acaba com um felizes para sempre mas ninguém sabe o que acontece quando se fecha o livro, ninguém sabe quantas vezes a princesa deitou do lado do príncipe imaginando o que se passa no mundo lá fora, além daquele castelo todo forjado que ele inventou. E se for pra me tornar a sua rapunzel presa nessa torre sem cor e nem nada de mundo, eu prefiro ser a chapéuzinho vermelho que corre perigo sozinha no bosque, mas é especialista no sabor dos doces e nos cheiros da floresta.
Porque o fim de uma coisa sempre é o começo de outra, que pode ser tão boa e tão intensa e tão profunda e tão livre. E eu peço pra vida que me leve pra longe de você, porque amar é tão bonito, mas amar demais é uma doença que faz com que eu me afaste na velocidade da luz. E mesmo assim você vem atrás. E chora e me marca e me beija e me abraça e faz ter tanto ódio de mim. Porque as pessoas tem essa mania de idolatria? Porque pra ser bom tem que ser um conto de fadas? Porque levar a vida em função de uma pessoa só, com tantas outras almas pra se conhecer e descobrir e tocar de todos os jeitos no mundo? Não chora não. Não me marca desse jeito triste e vazio. Não me beija com toda essa alma que se vicia em mim e depois me abraça com esse jeito de quem se despede, como se isso fosse o começo da morte. Não me faz ter esse ódio todo de mim por não saber como te curar de toda essa coisa toda que eu não sei o que é. Não me ama tanto assim...
Não tem realismo, só conto de fadas, daqueles que acaba com um felizes para sempre mas ninguém sabe o que acontece quando se fecha o livro, ninguém sabe quantas vezes a princesa deitou do lado do príncipe imaginando o que se passa no mundo lá fora, além daquele castelo todo forjado que ele inventou. E se for pra me tornar a sua rapunzel presa nessa torre sem cor e nem nada de mundo, eu prefiro ser a chapéuzinho vermelho que corre perigo sozinha no bosque, mas é especialista no sabor dos doces e nos cheiros da floresta.
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